Relato de Flávia Alessandra sobre cansaço e dores na região dos ombros levantou debate entre o público feminino. E o gshow conversou com especialistas para entender mais a fundo o assunto
Um relato de Flávia Alessandra em seu Instagram acendeu um alerta em várias mulheres. No vídeo (acima), a atriz disse que não associou o cansaço e nem as dores nos ombros à menopausa.
Segundo ela, quanto mais pesquisou sobre o assunto, mais descobriu sintomas que se relacionam com o fim da fase reprodutiva da mulher. Flávia até falou sobre menopausa em uma entrevista para o gshow.
Como bem disse a atriz de 52 anos, são vários os sintomas que podem estar relacionados à menopausa, mas que muitas mulheres não sabem.
Para entender mais sobre o tema, o gshow conversou com dois especialistas. A ginecologista Grazielly Teles, especialista em endometriose, terapias hormonais, cirurgia íntima e saúde integral da mulher, e o ortopedista cirurgião de ombro Gustavo Barboza de Oliveira.
Sobre o tema:
Qual é a relação entre o ‘ombro congelado’ e a menopausa?
Segundo o ortopedista, já há observação clínica entre o “ombro congelado“, também chamado de capsulite adesiva, e a menopausa. Entretanto, não existem trabalhos robustos provando diretamente que a alteração no período seja um causador direto da capsulite adesiva.

Ele complementa que as mudanças hormonais mais comuns nessa fase são com relação a alterações da diabetes, tiroidianas, que podem levar ao surgimento da capsulite adesiva.
Quais são os principais sinais de alerta?
No relato de Flávia, ela disse que associava a dor ao peso de carregar um costeiro em um desfile de Carnaval. Geralmente, esses adereços pesam mais de 10 quilos e, segundo ela, tinha exagerado na folia.
Para diferenciar o “ombro congelado” de outras causas de dor na região, é necessário prestar atenção no grau de intensidade com o surgimento repentino associado a uma limitação de movimentação também muito intensa, muito rápida, de acordo com o especialista.
“Em poucos dias ou semanas, além de dor intensa, essa paciente, principalmente mulheres depois dos 40 anos, começa a apresentar uma limitação importante de atividades simples do dia a dia, como levantar o braço e trocar de roupa, chegando a atrapalhar o sono”, explica.
Por que o ‘ombro congelado’ ainda é pouco associado à menopausa?
Gustavo Barboza de Oliveira cita que a capsulite adesiva é um diagnóstico de exclusão. Ou seja, sempre que existe uma alteração do movimento, acompanhada de dor intensa, há necessidade de uma avaliação clínica inicial, acompanhada de exames de imagem. As patologias mais comuns são:
- Lesões de tendão;
- Inflamações;
- Artrose ou desgaste nas articulações;
- Traumas com fraturas associadas.






